Não me apego ao desapego dos prazeres
Já que não os tenho em fartura
Não exalto o excesso nem tampouco a candura
Vivo na minha, na manha, na teia da aranha
Na casca do ovo, na boca do povo
Vivo na margem, na beira, na feira
Vivo tranqüilo meu caminho inseguro
Que de incerto se faz propício
Seja na queda de um precipício
Na normalidade de um hospício
Ou na segurança de um vício
Quero aquilo que posso
Faço aquilo que devo
Temo o que não posso
Mais ainda o que não devo
E quanto ao que quero
Mesmo que eu possa
Talvez eu não deva!
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