sexta-feira, 22 de junho de 2012

Insanidade Compulsória


Em torpe motivo razoável em questão

Eis que surge no esplendor da aurora

Um verso sentido do inverso que aflora

Sai de lado, de dentro ou de fora

Não cabe no cesto que o guarda por ora

Cesto nefasto que afasta e exprime

O que comprime se cala afoito

Doido varrido sem medo ou juízo

Sem culpa ou agulha

Nem faca nem linha

Que corta e amarra

O que prende e segura

Na busca insana da maldita cura

Pois são quem é? Quem quer?

De outrora a agora, crescente declínio

Impondo respeito, esbarra no peito

Aberto e seguro, tão perto no escuro

Distante de tudo quando rareia

Sozinho incendeia a brasa tão gris

Que assim satisfeito

Se encontra feliz

Enfim feliz

Sem fim

2 comentários:

  1. uau Rodrigo! cada dia mais profundo,mais poético, mais lindo. Vc já deve ter assistido, mas eu tenho o " What the bleep do we know" Se não viu, vale a pena... Bj

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  2. Oi Teísa, não assisti não ... mas procurei e achei no Youtube ... vou assistir ... Abraços!!!

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