terça-feira, 24 de julho de 2012

Olhos nos olhos


É a noite que se mostra
O que de dia não se vê
Negra nua, pura e crua
Se não fosse a lua, seria o que?

[Seriam as estrelas, que ao raiar do dia se vão
E não me deixam ver o brilho que me acalmava na escuridão]


Além da lua em suas fases
Vejo olhos que me vêem
Brilham díspares e distantes
Que me levam mais além

[Me levam onde meus pés não podem ir podem ir
Na volta sinto algo inexplicável
Algo como a primeira vez, mágico
Que talvez nem me lembre mais]


Penso nelas como gente
Que me olham lá do alto
As estrelas que me vêem
Como é o meu retrato

Linda e negra noite
Só se curva para o Sol
Sempre pronto na espera
O recomeço de uma era

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