Leve o
tempo que o tempo leve
duradouro,
instante, breve
de
segundos que se atraem
em
ponteiros que se atrevem
Longe vai
por onde for
de
soslaio sutilmente
sobrepujando
a dor
tal amor
se faz fluente
De
passado faz presente
leva o
hoje ao futuro
continua
sempre em frente
caminhando
no escuro
Sempre há
oportunidade
de usá-lo
bem ou mal
ele passa
não espera
talvez
nos use no final
Por mais
que tenha sua cadencia
parece
sempre contra nós
mas só
ele nos permite
ter e
desatar os nós
Esconde
marcas, cicatrizes
que com
ele foram feitas
traz em
si suas raízes
sabe a
hora da colheita
Temos
tempo, assim achamos
mas o
tempo é que nos tem
ora donos, ora escravos
hora que nos faz reféns
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