Não raro é a cena em que me vejo armado de um lápis, quase pronto para tornar um pedaço de papel cúmplice de meus sentimentos
Não raro nestas horas sempre me parece que o papel não se importa comigo
Não raro nestas horas fogem-me todas as palavras, todos os bons começos de textos
Se eu tivesse a certeza que nada sinto nestas horas ... menos preocupado ficaria com o simples descaso do papel
Se eu tivesse a certeza que nada sinto nestas horas ... certas estão as palavras em fugirem de mim
Cabeça baixa ... silêncio sem graça ...
Fui rejeitado pelo papel e pelas palavras ... agora não há como não sentir nada ...
Vontade de pagar com a mesma moeda ...
Mas não me lembro deles me procurarem para me fazer de cúmplice de seus sentimentos ...
... Nunca me chamaram para gastarmos algumas horas do dia ou da noite ... nem minutos sequer ...
... Pois é ...
Papel e palavras sem mim continuam sendo papel e palavras ...
Eu sem eles ...
Não sei quem sou!
...
... Cabeça baixa ...
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